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Curiosidades

Quem é Nelson Mandela

Mandela

Em 18 de julho de 1918, em Mevso, na África do Sul, nascia Rolihlahla Mandela, mais conhecido como Nelson Mandela, uma das figuras mais icônicas dos tempos modernos. Ele tinha suas raízes no povo xhosa, no qual seu pai foi líder.

Aos nove anos de idade ficou órfão e então foi levado a uma vila real (situada no país), onde passou a morar com o regente do povo Tambu que supriu todas as suas necessidades, provendo, inclusive, a sua formação escolar. Durante a juventude, Mandela dedicou seus estudos à cultura ocidental.

Mais tarde, em 1939, ingressou no curso de Direito da Universidade de Fort Hare, a primeira no país a oferecer formação para negros. Mandela sempre teve um espírito questionador, e acabou se envolvendo em uma série de protestos por diversas causas dentro do campus, o que o levou a abandonar a faculdade. Foi então que decidiu ir em direção à cidade grande, onde se deparou com um cenário ainda mais racista.

Apesar de estar imerso em um regime segregador, ele foi em frente e acabou se graduando em Artes e, mais tarde, completando a grade de Direito da Fort Hare.

Uma vida de lutas

A colonização deixou histórias de terror ao redor do mundo, mas a da África do Sul perdurou de forma particularmente cruel. A herança de ideais de superioridade branca ajudou que o homem europeu instituísse leis que sustentaram o regime do apartheid por muitos anos.

Registro de raça obrigatório na certidão de nascimento, proibição de casamento inter-racial, segregação em bairros, escolas e espaços públicos. A lista era longa e suprimiu direitos dos cidadãos negros e os empurrou à margem da sociedade, o que causou muitos episódios de violência no país.

Com o avanço dos anos, muitas pessoas contrárias a tais absurdos se juntaram pelo fim do apartheid. Ao lado de Mandela estavam Walter Sisulo e Oliver Tambo, que fundaram a Liga Jovem do Congresso Nacional Africano (CNA), a principal via de representação negra na política local.

Mandela
O jovem líder nos anos 1940.

Perseguição e redenção

Nos anos 1960 um levante acontecia. Tanto nos estados americanos do sul quanto na África do Sul as lutas pela igualdade ecoavam, porém, a resposta vinha com rispidez.

Numa dessas perseguições aos revolucionários, Mandela acabou preso e condenado à prisão perpétua. Anos mais tarde, na década de 1980, houve uma forte onda de condenação internacional ao apartheid, o que resultou em um plebiscito local que colocaria fim ao regime radical. Finalmente em 11 de fevereiro de 1990, Frederik de Klerk, o então presidente da África do Sul, libertou Mandela e juntos começaram um novo capítulo na história do país.

No dia de sua saída da prisão, Mandela fez o seguinte discurso: “Eu lutei contra a dominação branca e lutei contra a dominação negra. Eu tenho prezado pelo ideal de uma sociedade democrática e livre, na qual todas as pessoas possam viver juntas em harmonia e com iguais oportunidades. É um ideal pelo qual eu espero viver e que eu espero alcançar. Mas caso seja necessário, é um ideal pelo qual eu estou pronto para morrer”.

Três anos mais tarde, Mandela e o presidente de Klerk assinavam uma nova constituição nacional, em que era colocado o fim a mais de 300 anos de domínio da minoria branca. Graças aos seus esforços, Mandela e de Klerk receberam o Prêmio Nobel da Paz como reconhecimento pelo longo e incrível trabalho pelos direitos humanos e civis dos seus conterrâneos.

Com o fim da perseguição aos negros, o CNA foi liberado a retomar suas atividades políticas e apresentou o próprio Mandela como candidato à presidência nas primeiras eleições democráticas do país. Com 60% dos votos válidos, Madiba, o grande líder Mandela, era eleito presidente da nação.

Seguindo suas premissas, Nelson Mandela continuou lutando ao redor do mundo após deixar o cargo mais alto do executivo. Até o final de sua vida pudemos ver uma figura combativa e apaixonada pela liberdade, que dialogava como outros grandes líderes de boa vontade.

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