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Curiosidades

Dia do Orgulho LGBTQIA+: dia para celebrar

Celebrado mundialmente no próximo dia 28, o Dia do Orgulho LGBTQIA+ é mais do que uma data para lutar por equidade de direitos ― assim como os deveres ― de muitos cidadãos em todo o mundo. A data foi marcada pelo episódio ocorrido no ano de 1969, na cidade de Nova York, quando pessoas que frequentavam o bar Stonewall Inn se revoltaram contra uma série de batidas policiais, realizadas frequentemente no local.

No entanto, essas batidas policiais não pretendiam encontrar criminosos, mas para conter a homossexualidade e a livre identidade de gênero, expressas no local. O intuito era que, além de conseguir que a perseguição da polícia cessasse, as pessoas conquistassem o devido respeito. Duas noites de muitos protestos resultaram na criação na Primeira Parada do Orgulho LGBT (à época, representado somente pelas letras GLS), no ano seguinte na cidade estadunidense.

No entanto, mesmo com o passar dos anos e com a evolução das leis e direitos, a perseguição em muitos lugares do mundo não acabou. Um relatório feito pela Anistia Internacional, chamado “Making Love Crime” (em inglês, no link), aponta que, somente no continente africano, 38 países têm punições severas ainda hoje para a homossexualidade.

Para formalizar nosso respeito a todos os colaboradores, alunos, docentes e pessoas participantes do nosso universo, o Portal Pós celebra a data com um pequeno glossário de termos e identificações afins ao movimento LGBTQIA+. Confira!

Agênero: pessoa que tem identidade de gênero neutra, não se considerando nem feminino, nem masculino.

Assexual: indivíduo que não sente atração sexual por nenhuma outra pessoa.

Andrógino: trata-se da pessoa que, em sua expressão de gênero, alterna entre homem e mulher, dentro daquilo que é conceitualmente imposto em um contexto social.

Bissexual: indivíduo que se sente atraído em sua orientação afetiva ou sexual tanto por homens quanto por mulheres.

Cisgênero: refere-se à identidade de quem se identifica com o gênero que lhe foi atribuído em seu nascimento.

Drag Queen / Drag King: trata-se da pessoa que constrói um personagem do sexo oposto, geralmente com cunho artístico.

Expressão de gênero: é a forma como a pessoa manifesta sua identidade em público. Por meio de uma construção social, está atribuído a aparência, vestimentas, corte de cabelo e comportamento, ligados diretamente ao padrão de masculino e feminino.

Gay: homens que se sentem atraídos sexual ou afetivamente por outros homens.

Gênero fluido: indivíduo que pode se entender como homem ou como mulher, de acordo com momentos de vida, das situações e pode transitar entre outras identidades de gênero.

Identidade de gênero: trata-se da maneira que o indivíduo se sente como pessoa social. Refere-se a como a pessoa se identifica a partir de seu gênero.

Intersexual: em substituição ao termo hermafrodita, o intersexual define o indivíduo que, por uma questão genética, nasceu com características femininas e masculinas, como por exemplo, aparelhos reprodutores e genitálias.

Lésbica: trata-se da mulher que sente-se atraída afetiva ou sexualmente por outras mulheres.

Orientação sexual (ou afetiva): refere-se ao desejo do indivíduo de relacionar-se sexualmente ou afetivamente com outras pessoas.

Pansexual: refere-se a pessoa que se sente atraída romanticamente ou sexualmente por qualquer identidade de gênero ou sexo.

Queer: anteriormente usada para ofender a comunidade LGBTQIA+, o termo foi apropriado pela comunidade para indicar pessoas que não se encaixam na heterocisnormatividade (padrão).

Sexualidade: é geralmente relacionada à genética binária de masculino ou feminino. Ou seja: homem e mulher. No entanto, há diversas formas de expressar-se sexualmente que envolvem, inclusive, a orientação sexual ou afetiva particular a cada indivíduo.

Transexual / Transgênero: refere-se à pessoa que não se identifica com o gênero que lhe foi designado em seu nascimento. O transgênero pode ser, ainda, binário (que se entende como o gênero oposto ao que foi atribuído quando nasceu) ou não binário: que não se identifica com o gênero designado em seu nascimento e tampouco com o gênero oposto ao seu. Não necessariamente uma pessoa transgênero faz a cirurgia de redesignação sexual ou qualquer modificação em seu corpo, pois se trata de uma escolha particular.

Travesti: grande parte da comunidade LGBTQIA+ entende que a travesti (tratada sempre no feminino) tenha sido designada em seu nascimento como do gênero masculino, mas tome hormônios, vista-se com características atribuídas ao feminino, mas não fazem a cirurgia de redesignação sexual.

Conquistas e formas de liberdade

No Brasil, desde 2011, a união civil entre casais do mesmo sexo foi concedida por meio de uma jurisprudência. O casamento homoafetivo, legalizado em nosso país, da mesma maneira, passou a valer em maio de 2013 e ainda hoje, alguns cartórios ilegalmente tentam se recusar a realizá-los.

Da mesma forma, o nome social para transexuais e travestis só foi aceito em unidades escolares ― desde a educação básica, por meio de uma resolução do então Ministro da Educação, Mendonça Filho, em janeiro de 2018. Sabemos que ainda há muitas conquistas a ser feitas.

Recentemente, discussões sobre doação de sangue, multiparentalidade e adoção foram reabertas no Brasil e liberadas também por meio de jurisprudência, com base em casos de sucesso na justiça brasileira. Resta torcer contra o preconceito e para que o respeito sempre prevaleça entre todos. Vamos celebrar!

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