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Carreira em Pauta

Feedback: preciso saber se estou indo bem!

pessoas com placas na mão para ilustrar texto sobre Feedback

Quem aí tem medo de receber um convite para uma reunião sobre feedback? Se o convite vier em uma sexta-feira e a reunião for só na segunda, tenho certeza que muitos nem conseguirão descansar no final de semana.

O tema é um tabu para muitos e, na maioria das vezes, isso acontece pois está muito atrelado a uma mensagem negativa e/ou corretiva. Mas o feedback não deveria ser encarado desta forma. O feedback, quando bem dado, é uma das mais eficientes formas de comunicação que existe e não deve ser visto como algo a ser utilizado apenas no ambiente corporativo. Você sabia que cumprimentar, dar um bom dia e até manter um contato visual com as pessoas também são formas de feedback?

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Existem feedbacks positivos e negativos, mas aposto que muita gente só utiliza desta técnica para cobrar algo que saiu errado ou foi mal feito. Porém, estudos comprovam que manter um feedback positivo tem efeitos muito mais poderosos e produtivos do que o contrário.

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Por recomendação de uma colega de trabalho, comecei a ler o livro “Preciso Saber se Estou Indo Bem”, de Richard L. Williams. Além de ser super didático, com exemplos reais e com aplicabilidade no dia a dia, ele é muito curtinho – quick reading. Dos inúmeros capítulos que este livro possui, um deles, bem no início, me chamou mais a atenção, me fazendo refletir bastante. Em linhas gerais eu classifiquei este trecho como o “Poder do Feedback Positivo” e não só no âmbito profissional, mas no pessoal, nas nossas relações afetivas, maternais, entre outras.

Vou compartilhar minha reflexão sobre este trecho:

Imagine que sua vida seja um balde e que este balde pode ter furos grandes e outros nem tanto… Parte destes furos foram feitos ao longo da vida, com críticas, broncas e coisas ruins que você foi recebendo. Já o feedback é a água que precisa fazer com que você esteja “hidratado” nesta vida. Mas se você continuar recebendo as mensagens negativas, mais furos seu balde vai adquirir. A mesma coisa vai acontecer se você não receber nenhum tipo de feedback, pois seu balde vai sempre ficar seco e o seu ânimo e a entrega vão ficar cada vez menores. Caso receba feedbacks positivos, mas de forma esporádica, também terá uma motivação momentânea e, logo, voltará a ficar desanimado – pois toda a água que receberá irá escorrer rapidamente.

Então, se pudesse dar um conselho ‘a lá Pedro Bial’, evite sempre que possível, contribuir com mais furos. Corrija quando precisar, mas não se esqueça de investir em feedbacks positivos e contínuos, para manter sempre o balde de alguém cheio. E gente, não é recomendação só para chefe, liderado ou para colega de trabalho. Feedback é bom e preciso para todo mundo, em todas as suas relações, porque assim como o livro diz, “precisamos saber se estamos indo bem”. Feedback é comunicação assertiva e não deve ser vista só uma atitude negativa.

Por fim, recomendo a leitura completa deste livro e veja o impacto que ele terá na sua vida pessoal e profissional. Tenho certeza que algum capítulo te tocará de uma forma diferente. E é livro de cabeceira, pois depende do momento, a reflexão pode ser diferente. O meu está todo marcado e cheio de “orelhinhas” já…

Texto escrito por Juliana Facchin

Jornalista, pós-graduada em Comunicação Integrada com Ênfase em Comunicação Pública e Responsabilidade Social e MBA em Gestão de Negócios. Vasta experiência no ramo educacional, em especial no ensino superior, tendo atuado em três grandes grupos de Educação do País. Atualmente é Gerente de Conhecimento e Excelência no Atendimento da Kroton, liderando as frentes de comunicação, treinamento, qualidade e suporte.

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